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Frente às tantas ambivalências, desafios e sobrecargas no puerpério, é fundamental acolher e cuidar do que você está sentindo.
Seu bem-estar é também parte do bem-estar do seu bebê.


O pós-parto é um período de intensas mudanças internas, onde a relação com o bebê se desenha em meio a uma complexa teia de sentimentos e expectativas. Nesse momento, é comum que surjam inquietações, medos e conflitos que demandam uma atenção cuidadosa. A maternidade, em sua essência, é um processo de construção que envolve tanto a mãe quanto o bebê, em uma dupla constituição que se dá a partir do lugar que cada um ocupa nessa relação que acontece na interação e pela linguagem de todo o corpo, do olhar, toque, gestos, palavras etc.

O acompanhamento psicanalítico oferece um espaço de acolhimento para que você possa lidar com as emoções e os desafios que surgem neste período. É um lugar onde as idealizações da maternidade podem ser questionadas, abrindo caminho para a aceitação da "mãe possível" – aquela que, reconhecendo suas limitações, ainda assim sustenta o desejo de cuidar e de estar presente para seu bebê.

Este processo de escuta e elaboração pode ser fundamental para sua saúde psíquica e para o vínculo com seu bebê, sem a necessidade de se submeter a padrões inatingíveis. A psicanálise permite que você compreenda melhor suas vivências e encontre maneiras de se constituir como mãe dentro da sua própria singularidade, respeitando suas possibilidades, limites, e sua história em meio à complexidade deste momento.

 

Depressão Pós-Parto e Baby Blues: compreendendo as diferenças e os sinais

 

O período pós-parto é um momento de intensas mudanças emocionais e psicológicas, onde sentimentos de alegria podem se misturar com momentos de tristeza, insegurança e exaustão. É nesse contexto que muitas mães se deparam com o baby blues ou, em alguns casos, com a depressão pós-parto. Embora ambos possam trazer desconforto e sofrimento, é importante entender as diferenças entre esses estados e reconhecer os sinais para buscar o cuidado adequado.

 

Como identificar os sintomas?

 

O baby blues, também conhecido como tristeza materna, é uma resposta emocional bastante comum e legítima nas primeiras semanas após o nascimento do bebê. Caracteriza-se por episódios de choro fácil, irritabilidade, sensibilidade aumentada e uma sensação de sobrecarga. Esses sentimentos, embora intensos, costumam ser transitórios e podem se reorganizar à medida em que mãe e bebê se adaptam à nova realidade. Não se trata de uma condição patológica, mas sim de uma reação emocional ao turbilhão de mudanças hormonais e psíquicas oriundas da chegada do bebê.

Já a depressão pós-parto é uma condição mais profunda e prolongada, que pode surgir semanas ou até meses após o parto. Diferente do baby blues, a depressão pós-parto interfere significativamente no bem-estar da mãe, e muitas vezes na sua disponibilidade para se ocupar e se relacionar com o bebê. Os sinais incluem uma tristeza persistente, perda de interesse nas atividades diárias, falta de energia, dificuldades para se relacionar com o bebê e, em alguns casos, pensamentos de desesperança ou culpa excessiva. Ao contrário do baby blues, a depressão pós-parto requer cuidado e atenção especializada.

A compreensão dessas experiências a partir de uma perspectiva psicanalítica permite que se reconheça a complexidade e a singularidade de cada mulher em seu processo de se tornar mãe. O acompanhamento psicanalítico oferece um espaço de escuta e acolhimento, onde essas questões podem ser elaboradas de maneira a respeitar a subjetividade de ambos, mãe e bebê. Não se trata de patologizar a experiência da maternidade, mas de oferecer suporte para que a mãe possa lidar com suas questões e encontrar formas de se constituir como mãe de maneira saudável.

Reconhecer a diferença entre baby blues e depressão pós-parto é fundamental para que a mãe possa buscar o apoio necessário, evitando o isolamento e promovendo o bem-estar tanto dela quanto do bebê. O acompanhamento psicanalítico pode ser um recurso valioso para atravessar esse período com mais acolhimento e suporte, favorecendo a construção de uma maternidade mais possível e com menos sofrimento.

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