Acompanhamento psicanalítico no pós-parto: um espaço para elaboração e acolhimento
31 de August de 2024
Acompanhamento psicanalítico no pós-parto: um espaço para elaboração e acolhimento
31 de August de 2024

Quando seu bebê dá sinais de que algo não vai bem, com acompanhamento especializado, podemos compreender o que ele precisa e intervir favorecendo uma constituição psíquica saudável.


Para pensarmos o trabalho clínico com bebês e seus pais, é imprescindível o entendimento de que o bebê é dotado de psiquismo e que, portanto, dentre tantos processos psíquicos possíveis, pode haver sim, sofrimento ou dificuldades pelas quais o bebê esteja passando, muitas vezes denunciadas por sintomas relacionados ao sono, alimentação, comportamentos ou possíveis desalinhos nas interações e relações com outras pessoas. Essas são algumas das formas possíveis que um bebê encontra para pedir ajuda.

Ao realizarmos a avaliação psíquica de um bebê, utilizamos ferramentas e protocolos específicos, e o bebê, a partir de sua intersubjetividade e sua linguagem multimodal, é capaz de comunicar, falar de si, de seu sofrimento e de seus desconfortos com recursos para além da palavra, utilizando todo o seu corpo, por meio de gestos, olhares, movimentos, sons, tônus muscular etc.

Para tanto é preciso um profissional especializado que saiba escutá-lo e interpretá-lo em sua própria linguagem e singularidade.

Na clínica com bebês, é fundamental entendermos a diferença entre diagnóstico e a identificação de sinais de sofrimento psíquico.

Nem todo impasse, desencontro ou sofrimento é necessariamente patológico, mas é importante reconhecer os sinais, mesmo os mais sutis, a tempo, dado que a intervenção clínica é um trabalho transdisciplinar que considera também fatores neurodesenvolvimentais, neuroplasticidade e a epigenética, como em casos em que o bebê apresenta sinais de autismo (TEA – Transtorno do Espectro Autista).

Por isso, caso seu bebê apresente qualquer sinal que lhe preocupe ou chame atenção, agende uma sessão; o quanto antes for possível iniciar o trabalho clínico, maiores as chances de eficácia e resultados do tratamento.

 

Identificação de sinais de autismo em bebês

 

Nos primeiros anos de vida, alguns sinais ou comportamentos podem chamar a atenção dos pais, sugerindo que o bebê pode precisar de uma atenção mais cuidadosa. Entre esses sinais, está a maneira como o bebê está se organizando, com seu corpo e como interage com o ambiente e com as pessoas ao seu redor. Os bebês que eventualmente parecem menos interessados em se conectar, responder ou iniciar interações com seus pais ou cuidadores, podem estar mostrando que precisam de um acompanhamento especializado.

É fundamental destacarmos a diferença entre identificar sinais de autismo e diagnóstico; uma avaliação especializada, como a que ofereço a partir da minha capacitação ao protocolo francês PREAUT-OLLIAC e em abordagens específicas de intervenção em sinais de TEA, possibilitará a detecção e início do tratamento para que o bebê seja escutado em sua própria linguagem, e o trabalho clínico possa ser realizado, nem antes ou depois da instalação dos sintomas, e somente a partir de uma perspectiva de manejo bastante específica, esta poderá ser compreendida como uma intervenção a tempo.

Atualmente, a partir das pesquisas neurocientíficas em torno das capacidades dos bebês podemos identificar os sinais de autismo/ sofrimento, e não mais esperar por sinais no comportamento que surgem a partir do 2º ano de vida, como ainda encontramos em alguns manuais de puericultura na internet. Não há mais a orientação de aguardar, mas, uma vez realizada a identificação, intervir. Inclusive, atualmente, é unânime na comunidade científica a possibilidade e importância da identificação de sinais de autismo no 1º ano de vida.

Tão importante quanto identificar os sinais, é poder oferecer uma estrutura para atender, tratar, intervir e apoiar esses bebês e suas famílias.

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